terça-feira, 29 de outubro de 2013

Serviço barato, mas e a qualidade, te interessa?



 Essa semana aconteceu uma situação na minha empresa contábil que me incomodou. Uma típica situação de aviltamento de honorários contábeis por parte de outro “profissional” contábil. E acredito que seja relevante compartilhar com vocês. 

Temos um cliente para quem prestamos serviços contábeis há mais de 20 anos. Prestamos serviços da área contábil, fiscal e pessoal. Para melhor entendimento, explanarei de forma resumida as atribuições de cada área mencionada.  Na área contábil temos serviços como: elaboração dos livros contábeis (diário, razão), balancetes e demonstrações contábeis. Na área fiscal temos: escrituração, apuração de livros fiscais e elaboração das obrigações acessórias. Na área pessoal temos: elaboração de folha de pagamento e confecção de encargos sociais. Nosso contrato envolve as três áreas com essa empresa.

Durante todo esse tempo de parceria, sempre buscamos atender às solicitações do cliente dentro dos prazos, prestando um serviço de qualidade, conforme constava em nosso contrato de prestação de serviço.

Porém, fomos surpreendidos com uma ligação de um dos sócios da empresa, solicitando a rescisão de contrato com nossa empresa contábil. Instintivamente, questionamos o motivo da rescisão, já que não havia nenhum indício de insatisfação ou coisa parecida.

O gestor nos informou que outro “profissional” iria assumir o contrato de serviço contábil, opção absolutamente respeitada por nossa empresa. Em seguida, fomos informados que esse novo “profissional” iria prestar todos os serviços relativos à contabilidade (área contábil, fiscal e pessoal) para três empresas (do mesmo sócio) por um valor bem abaixo do praticado no mercado. Na verdade, por menos da metade do que  cobrávamos dele.

E aí vêm meus questionamentos:

  • O serviço prestado pelo novo “profissional” será de qualidade?
  • Esse profissional irá prestar um serviço com: zelo, diligência, honestidade e capacidade técnica, como orienta o art.º 2, do Código de Ética Profissional do Contador?
Pois bem, infelizmente essa é uma realidade de alguns colegas contadores no seu cotidiano. No próprio Código de Ética do Contador, no seu art.º 6, orienta que devemos levar em consideração alguns elementos no momento da fixação dos honorários contábeis, tais como: “a relevância, o vulto, a complexidade e a dificuldade do serviço a executar; o tempo que será consumido para a realização do trabalho; a possibilidade de ficar impedido da realização de outros serviços;” dentre outros.

O Código de Ética do Contador no art.º 8 orienta que “é vedado ao Profissional da Contabilidade oferecer ou disputar serviços profissionais mediante aviltamento de honorários ou em concorrência desleal.”

Por conseguinte, devemos prestar atenção a estes “profissionais”, que estão no mercado agindo sem ética à classe profissional e, principalmente, sem respeito à sociedade.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Desafio e Oportunidade!


Recentemente, recebi o desafio de criar um blog. Como não tenho muita intimidade com esse tipo de ferramenta, inicialmente fiquei um pouco receosa em conseguir cumprir o que me foi proposto.  Todavia, acabei me surpreendendo positivamente com o estímulo que tal desafio me despertou.  Tanto é que resolvi aceita-lo, mais ainda, fazer quê isto seja uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional.

O objetivo principal da criação deste blog é compartilhar experiências vivenciadas no dia a dia e suscitar opiniões acerca do tema gestão de serviços. Para tanto, inicio abordando a dificuldade que temos em identificar a grande quantidade de serviços presentes em nosso cotidiano.  Em relação à presença de serviços em nosso dia a dia, algumas vezes passamos por experiências positivas, já outras vezes nos deparamos com experiências negativas.

Podemos fazer muitas indagações numa relação entre prestador e tomador do serviço. Os serviços prestados foram prestados? E a qualidade desses serviços? Os prazos foram cumpridos? Existe ética profissional nesta relação de prestador e tomador do serviço?

Pois bem, para ilustrar uma relação que não foi bem sucedida relato uma situação passada há poucos dias num restaurante de aeroporto. 

- O cliente observa o cardápio e solicita uma tábua de frios que contem quatro itens variados.
- Porém quando a tábua de frios chega até a mesa, o cliente logo observa que algo de errado ocorreu. Pois a tábua de frios só contem três itens, ou seja, o pedido está divergente do que consta no cardápio.
- Imediatamente o cliente chama a atendente para comunicar a falta do item.
- A atendente mostra sua falta de preparo para o atendimento e comunica que nunca teve o quarto item, que o gerente sabe dessa falta, mas que ela não tem culpa. E que o pedido não pode ser devolvido.

Essa é uma situação simples, mas claramente ficam evidente diversos problemas como: a falta de comprometimento da empresa para com o cliente, um atendimento despreparado da funcionária e claro a falta de ética da empresa que coloca no cardápio uma coisa e oferece outra.


Nós deparamos com diversas situações que mostra que as organizações muitas vezes não estão preparadas para oferecer um bom atendimento, para prestar um bom serviço e para agir com ética.